
Tantos tipos de amor tenho visto por aí.
Amores fracos, desnutridos de coragem; amores fortes, que atravessam
muitas barreiras, mas que em certo momento tropeçam numa
pequena pedra, caem e não conseguem mais se levantar.
De tantos e todos os tipos de amor que conheci, houve um
que jamais esquecerei: o amor incondicional, aquele que
existe apesar de, e que atravessa qualquer tipo de
tempestade, tropeça em muitos obstáculos e mesmo assim
não deixa de existir; não altera a sua rota, não diminui
a sua dimensão, não perde o seu peso, não permite que o
seu brilho seja ofuscado.
Só ama incondicionalmente quem é possuidor de uma alma
grande, e esse tipo de alma normalmente é acompanhada de
um espírito de luz.
Amar assim é não viver subjugado a "mas..." e
"poréns...", é não ter critérios para doar esse amor, é
não exigir troca e abrir mão de reciprocidade.
Quando se ama incondicionalmente tem um espaço dentro do
cérebro que fica reservado em definitivo para que nas
vinte e quatro horas do dia o pensamento não se afaste
do objeto desse amor. Já no coração, não existe um
espaço designado para guardá-lo, porque ele é todo esse
amor, vivenciado e sentido enquanto ele bater.
Amor incondicional não tem orgulho de nenhuma espécie.
Não se envaidece de sua capacidade, nem de sua força,
não tem necessidade de alardear a sua existência, nem
demonstrar o seu imenso universo, ele é simplesmente um
amor humilde, puro e despretensioso e justo por isso se
torna grandioso.
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